OS ALGOZES
Algo pode ser mais loser do que ter de confraternizar com os próprios algozes.
Nenhuma sensação pode ser mais humilhante do que a de ter de fingir uma tranquilidade e uma altivez que não existem. Sorrir, dirigir-se educadamente, ainda que indiretamente, às pessoas que transformaram sua vida num inferno.
Mas é assim mesmo. É preciso aguentar no osso.
Escrito por Paul Pfeifer às 08h48
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O fracasso me persegue; ou Fingolfin was a loser too!
Pois vejam só, até o nick que tenho usado com mais freqüência nos últimos tempos está impregnado com a sina do fracasso. Sim, Fingolfin foi um perdedor. Querem saber a história dele? Azar, vou contar mesmo assim: Fingolfin era o segundo filho de Finwë, o primeiro Alto-Rei dos Noldor (uma das Três Casas Élficas da Grande Jornada) e meio-irmão de Fëanor - o primogênito -, o maior de todos os noldor. Bueno, Fëanor fez algumas cagadas, bem grandes por sinal (inclusive eventos que levaram ao assassinato de Finwë), e provocaram a condenação de seu povo ao exílio na Terra-Média - isso mesmo, nada de Terra Abençoada por milhares e milhares de anos. Com a morte de Fëanor, seu filho mais velho, Maedhros, recusa o título de Alto-Rei dos Noldor, restando a coroa para Fingolfin. Os Noldor formaram um cerco a Angband, domínio de Morgoth, o Vala de quem Sauron era o maior servo. Na quarta das grandes batalhas, Dagor Bragollach (Batalha das Chamas Repentinas), Morgoth ataca repentinamente, dispersando e matando muitos elfos e seus aliados. Ao contemplar o que lhe parecia a destruição dos noldor, Fingolfin é tomado pela cólera e desafia Morgoth para um combate singular. Não podemos esquecer que a terra ao redor deles estava esburacada - isso é importante. Sete vezes Fingolfin golpeou Morgoth, e, cansado, três vezes vezes Fingolfin foi esmagado até se ajoelhar, e três vezes se levantou - poético, não? E adivinhem o que aconteceu depois? Ele tropeçou e caiu para trás, aos pés de Morgoth. Este pôs o pé sobre o pescoço do rei élfico, que consegue ainda cortar o pé de Morgoth antes de morrer. Essa história está muito resumida, em especial os antecedentes da batalha, que ajudariam a explicar a desproporção entre os combatentes: um, o mais poderoso Vala, cujo poder era maior que tudo que existe no mundo, o outro, o mais altivo e destemido dos noldor, e mesmo assim um ser inúmeras vezes inferior em poder.
Enfim, um elfo que além de maluco, era azarado e perdedor, pois achou que tudo estava perdido, quando não estava, tem um ataque psicótico e resolve enfiar a cabeça na boca do canhão, sem esquecer que tropeçar no campo de batalha é, no mínimo, deprimente... o que leva à conclusão de que mesmo um dos maiores elfos que já existiu teve seu retumbante momento LOSER.
E ainda tem criatura que usa um nick com um antecedente desses... é o horror, o horror!
Por Cameron Frye
Escrito por Zen às 23h30
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A vida como ela não é!!!
Interessante é passear pelas ruas da cidade e pensar que o mundo é bom e que todas as pessoas são felizes. Alieno-me todos os dias com esse pensamento: de que no fim das contas tudo é bom ou vai ser...
NO entanto, os fatos falam por si mesmo. Horas passadas a gastar a lingua, a imaginar que ao meu redor se encontra a redenção; mas, no fim, vem-me o abismo da mediocridade, que me separa de todos os outros seres humanos. Pudera não me identificar, pelo menos vagamente, com pessoas que perdem o seu incontestável norte para a felicidade.
Quão mediocre sou - me pergunto todas as noites sem cessar. Será que é a vida que me detesta, ou sou eu que a detesto? O que é pior, a noite ou o dia? Digo para vocês, meus pares:
nesse instante...
A noite...
Escrito por Christian às 15h37
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